CRÔNICA DE ANIVERSÁRIO 163 anos de São Vicente Férrer Drª Shirley

Há exatos 26 anos de minha vida, aqui nesta tão acolhedora cidade de São Vicente Férrer, lembro-me das tantas vezes que acordei ao barulho das alvoradas. 27 de agosto, dia do aniversário da minha cidade, da minha amada São Vicente Férrer. Levanto-me, dirijo-me à janela e sou recebida pelos primeiros raios de sol, nesta aurora das 6 da manhã. Em momentos como este é inevitável, em meio a melancolia e euforia, pensar sobre o que somos, o que temos e o que fazemos. E em um momento emoção, viajo em pensamentos, na minha história nesta cidade. Buscando entender o que há de mais importante nela. E nessa jornada me vem a memória os caminhos que andei por dezenas de vezes. Saindo do povoado Pascoal, passando por São Marcos, Enseada dos Pintos, Enseada dos Melônios e Madureira. Pegando outra estrada no povoado Iguarapiranga, passando por Ilha do Parú, Garrida, São Marquinhos, Santa Tereza e Barro Vermelho, sigo em frente até os confins limites deste município, sentindo e observando o dia a dia das comunidades de Baixa Grande, Cantanhede, Palmeiralzinho, São Francisco, Canta Galo I e II, Ipueira, Goiabal, Outeiro de Maria Justina, Ladeira, São Benedito. Continuo por Pacheco São José I e II, Santo Estevão, Itapecuru, Santa Maria, Mata Praga, São Pedro, Santo Inácio, Poleiro, São Joaquim, Piçarra, Juçaral, Vista Alegre e Bom Viver. Ah! Como é grande nosso amado município, caminhos que se cruzam em estradas tão precárias de acesso. Mas sigo minha jornada pra ver de perto a luta do povo de Tapera Grande, Passarinho, Barracas, Itabiquari, Teso Alto, Chega Tudo, Oratório, Tabocal, Tabocas, Jutaí, Aningas e Água Limpa. E observo que não é diferente as dificuldades e tribulações que permeiam as demais comunidades, até as mais próximas da sede como Santa Bárbara, Florença, Bom Lugar, Ponta de Paulo, Santa Rosa, São Jerônimo, Guarda- Chuva, Vila Nova, Lago do mato, Tapuio I e II Angelim, Rita de Cássia, Juçara, São Bernardo, Enseada de Freitas, Enseada de Sodré, Estrada Nova, Mutirão e Casa Grande. Por fim, na beira do nosso maravilhoso campo, distancio meus olhos ao horizonte e começo a pensar em tantas pessoas que foram importantes para este município, desde a fundação, em 27 de agosto de 1856 pela Lei Provincial nº 432 até os dias de hoje. Pergunto-me: O que houve ou que há de mais importante nesta maravilhosa cidade que amamos? Foram as mãos de colaboradores como Zé de Clara e médicos como Dr. Balbino e Dr. Cortês que tantas vezes através do seu trabalho trouxeram saúde à população? Foram os ensinamentos das professoras Fifi e da Dalva que por décadas educaram as gerações fazendo pequenos vicentinos, tornarem-se grandes homens, grandes mulheres? Foram as mãos de parteiras como dona Cândida e Rosa Penha que com suas hábeis mãos e experiência da faculdade da vida trouxeram a este mundo muitas outras pequenas vidas? Foram as mãos do Mestre Felipe e João Rolete que deixaram um legado cultural que jamais será esquecido? Foram as mãos da irmã Estefânia que com seus grandes trabalhos disseminou sua crença que tantas vezes motivou o povo católico desta cidade? Foram as mãos de grandes políticos como o vereador José Américo que se doou pelo seu povo? Como Nhonhô Marques que enquanto prefeito trouxe o primeiro asfalto e nos presenteou com a praça da Matriz? Ou ex prefeito Nonato Pinto que durante sua gestão trouxe tantos benefícios importantes como o Fórum e agência bancária? Foi a voz de Batista de Nhôi que fez alçar sua mensagem durante anos de sua vida? São as mãos do Pastor Antonino que por décadas vivencia a vida do evangelho e faz da sua vida a vida de seu povo, da sua igreja? Um bom Pastor cuida das suas ovelhas e ele cuida tão bem. Foram as mãos de tantas outras pessoas que motivaram e motivam a cultura, a educação, o esporte? Ponho-me a pensar olhando para o horizonte e tentando entender. Enfim, chego a conclusão: sabe o que há de mais importante nesta maravilhosa cidade que amamos tanto? São os que fizeram sua história e serão para sempre lembrados; somos nós, cada um de nós, pai de família, mãe de família, cada trabalhador e trabalhadora, cada homem e mulher que todos os dias lutam com muita força e fé pra sustentar sua família, porque acredita em dias melhores. Se hoje os dias são difíceis, mas nem por isso deixam de acreditar que com o suor de seu trabalho, com a força de seus braços e com a fé em Deus conseguirão dias melhores. E assim, chegando ao final desta crônica comemoro o aniversário desta cidade. E é digno de comemoração sim, porque cada um de nós é responsável pelo futuro melhor, pois o futuro de nossa cidade não está somente naquilo que já fizemos, naquilo que somos, mas está sim, naquilo que nós poderemos ser e poderemos fazer. Vamos juntos construir uma cidade melhor. Esta cidade é a que nós amamos, então, é responsabilidade nossa cuidar dela. Parabéns São Vicente Férrer, parabéns vicentinos, parabéns a todos nós.

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